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Cultura Italiana

FESTAS ITALIANAS NO BRASIL

Na capital paulistana, o ciclo de festas italianas é composto pelas festas de N. Sra. da Achiropita, San Genaro, São Vito Mártir, Santo Emídioe, N. Sra. de Casaluce. São todas festas católicas, que prestam homenagem aos santos (como o Círio de Nazaré e as Festas do Divino), mas também, ou principalmente, festas étnicas . As colônias napolitana, calabresa e cirignolana, tradicionalmente rivais, enfrentam-se nestas festas, disputando quem é capaz de oferecer a melhor homenagem aos seus santos prediletos. As comunidades envolvidas nelas, composta majoritariamente de imigrantes e descendentes destes , de classe média (alta ou baixa), zelam com severa disciplina pelos costumes herdados dos pais e avós, boa parte deles fundados na religião e, segundo alguns participantes, ainda em vigor nos países de origem.
A exemplificação destas festas e principalmente da de N. Sra. da Achiropita, que é o modelo de todas as outras, parece suficiente para demonstrar o modo pelo qual se organizam os grupos de origem ou ascendência italiana nos Bairros do Bexiga, Brás, Vila Prudente e Móoca.
Para atender às mais de 100 mil pessoas, que costumam comparecer à festa, são consumidos por volta de cinco toneladas de farinha de trigo, três toneladas de espaguete, 2500 latas de óleo, 3500 quilos de muzzarela, dez mil litros de vinho à granel, 15 mil litros de chope e 15 mil litros de refrigerantes.
A festa ainda tem atrativos como as danças e canções napolitanas, a apresentação de grupos folclóricos e a "linha de produção" da fogaça, com mais de cem pessoas sob o comando de "seu" Vicenzo e dona Neuza. A preparação dos alimentos insere-se em parte na estrutura de economia tradicional, pois apresenta aspectos de mutirão, artesanais e o falatório que descontrai e ameniza o esforço dos que trabalham, além de envolver os clássicos segredos culinários. A participação de famílias, cujos membros trabalham em conjunto e não isoladamente, também é comum. Entretanto, a festa cresceu de tal forma que se tornou impossível preservar todas as características artesanais do preparo dos alimentos. Foi necessário confiar a uma padaria do bairro a preparação da massa da fogaça. O macarrão também é industrializado, embora os molhos continuem a ser preparados artesanalmente pelas "mammas"


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